sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Casal da "Era de Ouro do Rádio" é homenageado pela Banda da Sá Ferreira

Daisy Lúcidi e Luis Mendes, estrelas eternas do rádio, desde a "Era de Ouro", serão os grandes homenageados neste carnaval pela Banda Da Sá Ferreira.
Juntos há mais de sessenta anos, Daisy e Luis, que ainda hoje são presença marcante no rádio, moram em Copacabana e são padrinhos da tradicional banda carnavalesca do bairro, que presta este ano a merecida homenagem ao casal.
Os dois eram figurinhas carimbadas na Revista do Rádio e já foram notícia aqui também no blog, que inclusive já entrevistou a simpatissíssima Daisy Lúcidi nos estúdios da Rádio Nacional.

(foto Blog do Ruy Jobim)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O CARNAVAL NA REVISTA DO RÁDIO - PARTE I

  

O duelo de Marchinhas


Os anos 50 e 60 foram marcados não apenas pelo auge do Rádio e da Revista do Rádio, mas também pelo apogeu de um gênero musical bastante popular que conquistou primeiramente o Rio de Janeiro e depois todo o país: a Marcha de Carnaval. Apesar de, atualmente, constituir uma marca da música brasileira, a Marchinha foi importada das Marchas populares portuguesas, partilhando com elas o compasso binário das marchas militares, embora mais acelerado, daí o nome atribuído ao estilo musical.

Aproveitando o sucesso das Marchinhas, a Revista do Rádio promovia duelos entre compositores.  O escritor Victor Kingma, em seu livro de "causos" - A oficina do Tião Sapateiro -, lembra das horas passadas lendo a revista e acompanhando as composições que, geralmente, exaltavam a beleza feminina. Se em uma edição se enaltecia as morenas:

 Linda morena, morena,
morena que me faz sonhar...
A lua cheia, que tanto brilha,
não brilha tanto quanto o teu olhar." (Lamartine Babo)

Logo vinha a réplica:

"Lourinha... Lourinha...
dos olhos claros de cristal...
desta vez em vez da moreninha,
serás a rainha do meu carnaval." (Sílvio Caldas)


Tinha ainda a exaltação à mulata:

"O teu cabelo não nega, mulata,
porque és mulata na cor...
Mas como a cor não pega, mulata
mulata quero teu amor." (
Lamartine Babo-Irmãos Valença)

 
E você pensava que tinha sido uma ideia original do "Fantástico"?


terça-feira, 12 de janeiro de 2010

ALGUMAS DAS INÚMERAS CAPAS DA REVISTA DO RÁDIO ESTAMPADAS POR DALVA DE OLIVEIRA



Nas capas abaixo, Dalva de Oliveira aparece ao lado da cantora Emilinha Borba e com o famoso animador de auditório Manoel Barcelos. No centro, coroada de Rainha do Rádio, título que recebeu em 1951.
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

RESENHA SOBRE "DALVA E HERIVELTO" NO BLOG DO RÁDIO CARIOCA

" (...) acredito que esta microssérie fora uma grande homenagem ao veículo RÁDIO, para o veículo não caia no ostracismo." (Isabela Guedes)

A jornalista e blogueira Isabela Guedes publicou em seu blog, no último sábado (09.01), um ótimo post sobre a minissérie "Dalva e Herivelto" exibida na semana passada na Rede Globo. Para Isabela, além de ter sido um retrato de uma época romântica, austera e machista e da efevercência cultural da então Capital Federal Rio de Janeiro, a produção global foi uma grande homenagem ao Rádio, contribuindo para que mais pessoas conheçam a história desse importantíssimo veículo de comunicação.

Vale a pena conferir esse e outros posts: http://blogdoradiocarioca.blogspot.com

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

MEXERICO DO DIA



Conta-se que, apesar do sucesso, Dalva de Oliveira continuou uma mulher simples preenchendo fielmente as tarefas domésticas. Nas festas depois dos grandes shows, fazia macarronada para um batalhão de convidados. No auge da carreira, uma equipe da Revista do Rádio foi entrevistá-la a encontrou lavando as escadas de sua casa.




segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

FIGURINO DA MINISSÉRIE DALVA E HERIVELTO FOI RECONSTITUÍDO A PARTIR DA REVISTA DO RÁDIO




Muito já se falou aqui no Blog sobre o valor da Revista do Rádio como documento da sociedade brasileira dos anos 50 a 70. Uma grande prova disso é a minissérie de Maria Adelaide Amaral que estreia hoje na Globo - Dalva e Herivelto: uma canção de amor... e ódio, - cuja produção de figurino foi totalmente inspirada na moda da época retratada na publicação, segundo conta a figurinista Marília Carneiro em entrevista no site oficial da minissérie.

Mas não foi apenas para a recontituição dos modelitos que a
Revista do Rádio foi útil para a produção global; a publicação também oferece registros da conturbada relação amorosa entre o casal, os quais, apesar de claramente ao lado de Dalva, conseguiam não ser ofensivos com seu marido, conforme destaca Rui Castro.

Ao longo desta semana, enquanto está no ar a minissérie, vamos postar algumas curiosidades sobre o casal e algumas matérias sobre essa relação publicadas na
Revista do Rádio. Enquanto isso, fiquem com um pouco do Trio de Ouro em que cantava Dalva de Oliveira, Herivelto Martins e Nilo Chagas:




terça-feira, 29 de dezembro de 2009

REVISTA DO RÁDIO É FONTE DE PESQUISA SOBRE PUBLICIDADE DOS ANOS 50

A Ecos Revista, periódico da Escola de Comunicação Social da Universidade Católica de Pelotas que se destina à publicação de trabalhos acadêmicos de investigação ligados às áreas das Ciências Humanas e Sociais, publicou um artigo sobre a publicidade dos anos 50 através da análise da Revista do Rádio. O artigo assinado por Doris Fagundes Haoussen e Camila Stefenon Bacchi está disponível no volume 5 (Julho - Dezembro de 2001) da publicação.

Confira o resumo do artigo:

A Revista do Rádio e a publicidade nos anos 50
Doris Fagundes Hauossen
Camila Stefenon Bacchi

A Revista do Rádio , um seminário dedicado a temas relativos ao veículo, foi criada por Anselmo Domingos, em 1948, no Rio de Janeiro. E a data não foi uma casualidade. Primeiro porque o rádio vivia o seu apogeu e, segundo, porque a indústria cultural tomava forma no país.

O mercado de publicações ampliava-se com o aumento do número de jornais, revistas e livros, e vários indicadores demonstravam o crescimento do setor: a tiragem, a importação de papel e, a partir de 1947, a implantação de grupos nacionais na produção de papel, como a Klabin (Ortiz, 1988). À época, a revista O Cruzeiro possuia uma tiragem de 300 mil exemplares, atingindo, 4 anos depois, 550 mil exemplares. Na esteira do sucesso das rádio-novelas surgem as revistas sobre o veículo: Revista do Rádio , 1948, e Radiolândia , 1952, bem como as de fotonovelas: Grande Hotel , 1951, e Capricho , 1952.


Para saber onde encontrar a revista acesse http://www.ucpel.tche.br/ecosrevista/publicacoes.php?ler=14

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

E o Blog da Revista do Rádio continua chamando atenção!

O Blog da Revista do Rádio ganhou outras indicações na web. Desta vez nosso release foi publicado nos guias online "Seu vizinho" e "Santana na Rede". Confira:




quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

CAPAS DE NATAL DA REVISTA DO RÁDIO


NESTE NATAL, VAMOS LEMBRAR ALGUMAS DAS CAPAS ESPECIAIS QUE A REVISTA DO RÁDIO FEZ PARA CELEBRAR ESTA DATA. TAMBÉM POSTAMOS UMA MATÉRIA COM O NATAL EM FAMÍLIA DA CANTORA EMILINHA BORBA:




UMA OBSERVAÇÃO: REPAREM QUE TODAS AS FOTOS PARECEM SER NA MESMA ÁRVORE...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O PRECINHO POPULAR DA REVISTA DO RÁDIO, por Jannaina Costa


A Revista do Rádio foi planejada para ser popular, desde o tipo de papel com que era confeccionada à abordagem das matérias. E nada como garantir um precinho baixo para arrebatar fiéis leitores. A revista mais popular dos Anos de Ouro do Rádio Brasileiro entrou no mercado - em 1948 - custando apenas 3 Cruzeiros. Para se ter uma noção do que se comprava com esse valor na época, bem no estilo Revista do Rádio, sabe-se que era o mesmo valor de um porta documentos de plástico vendido no camelô de Sílvio Santos.

Segundo o consultor financeiro Paulo Veiga, da Mercatto Investimentos, reajustando o valor da publicação a partir do IPC (Índice de preços ao consumidor) de 1948 para nossa moeda atual, a Revista do Rádio custaria cerca de R$ 2,50, preço bastante semelhante às atuais revistas populares no mesmo gênero, como Tititi e Conta Mais.