sábado, 24 de outubro de 2009

GERDAL DOS SANTOS FALA AO BLOG DA REVISTA DO RÁDIO (PARTE I)

Em depoimento exclusivo para o Blog, no Estúdio da Rádio Nacional RJ, o radialista Gerdal dos Santos fala sobre seu início de carreira e sobre a importância da Revista do Rádio do ponto de vista de quem testemunhou os mais de vinte anos da publicação e de cujas páginas foi personagem frequente. Confira:



As artes de Francisco Carlos


Francisco Carlos começou cedo a carreira no mundo artístico, sendo descoberto por Humberto Teixeira, enquanto matava aula, no programa de calouros da Rádio Mayrink Veiga. A arte estava mesmo nas suas veias, pois se formou em pintura pela Escola Nacional de Belas Artes, e atuou em diversos filmes durante sua carreira de cantor, pintor e ator.

Gravou seu primeiro disco no ano de 1950, ganhando notoriedade e a capa da revista do Rádio (foto acima). Entre os sucessos estavam a marcha carnavalesca “Meu Brotinho”, de Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga e o samba “Me deixa em paz” dos mesmos autores. Ainda no ano de 1950, Francisco Alves participou de dois filmes: Não é nada disso e Aviso aos navegantes, ao lado das musas Adelaide Chiozzo e Eliana Macedo.

Francisco Carlos foi contratado pela Rádio Nacional e foi eleito o melhor cantor do ano de 1953, superando Francisco Alves na votação dos ouvintes. O Cantor Enamorado do Brasil foi considerado o Rei do Rádio em 1958 recebendo o apelido de El Broto, uma referência ao seu primeiro sucesso “Meu brotinho”.

No ano de 1970, Francisco Carlos abandonou a carreira musical para dedicar-se à pintura. Saindo das páginas das revistas e deixando de lado a rivalidade com Cauby Peixoto, que iniciou no final da década de 1950.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

O time responsável pela pesquisa


















Na foto acima está o time responsável pela pesquisa que vem resgatando a história da Revista do Rádio. O pai da ideia é o professor PC, o garotão grisalho agachado. Ele propôs o desafio, que logo foi aceito pela turma de Secretaria Gráfica da Facha Méier.
Da esquerda para direita, Camila Esteves, Nilton Belinho, Nathália Freitas, Jannaina Costa, Marcella Rodrigues, Mauro Barros, PC Guimarães, Rodrigo Shampoo, Renan Muniz.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

BLOG DA REVISTA DO RÁDIO NA BAND AM

Após a nossa participação na Rádio Nacional, no último sábado (17/10), fomos procurados pelo jornalista Zair Cançado da Rádio Band AM 1360, que elogiou a nossa iniciativa de resgatar a história do Rádio através da Revista do Rádio e prometeu apoiar e divulgar o nosso trabalho. No dia seguinte, fomos saudados por Cançado em seu programa "Saudade, teu nome é música", que vai ao ar todos os domingos das 9:00-10:00h.

Segue um recorte do audio do programa, com a apresentação, a saudação à nossa equipe e o encerramento do programa:





Conheça um pouco mais sobre Zair Cançado:
Radialista, iniciou sua carreira na década de 50, na Rádio Nacional. Foi um dos fundadores da Rádio Nacional de Brasília, em 1960, e do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal. Cançado é um dos principais encorajadores e divulgadores do trabalho das bandas de música no Rio de Janeiro e, inclusive, possui um rico arquivo musical onde são encontrados variados gêneros musicais como polcas, maxixes, valsas, marchas, hinos e clássicos, além de dois dobrados compostos em sua homenagem. De 1999 a 2002 integrou o Conselho Administrativo da Associação Brasileira de Imprensa, a ABI. Atualmente é apresentador da Rádio Bandeirantes AM no Rio de Janeiro.

sábado, 17 de outubro de 2009

Malandro do samba na Revista do Rádio


Jorge Veiga foi um dos grandes astros da Rádio Nacional, o sambista interpretava sambas de breque, sambas de gafieira e músicas de carnaval. Jorge era conhecido pelo balanço malandro e pela sua voz marcante, o cantor possuía um jeito irreverente e bem-humorado de interpretar, o que lhe rendeu o apelido de “Caricatura do Samba”, dado por Paulo Gracindo.


Carioca do Engenho de Dentro e Cachambi cantava músicas de artistas como: Wilson Batista, Milton de Oliveira, Cyro Monteiro, Dorival Caymmi, João da Baiana entre outros. Seu primeiro sucesso foi “Iracema”, de Raul Marques e Otolindo Lopes, no carnaval de 1944, quando despontou para a música.


Em 1951, gravou com o acompanhamento da Orquestra Tabajara, os sambas “Tem mulher no samba”, de Raimundo Olavo e Caboclo e “A vaca Vitória”, de Wilson Batista e Jorge Murad. No mesmo ano, fugiu ao seu perfil de sambista e gravou o maracatu “Pitiguari”, de José Leocádio e José Pacheco e o baião, gênero da moda na época, “Balança na rede”, de Fernando Lobo e Paulo Soledade. Na Rádio Nacional, ficou famoso pelo bordão criado por Floriano Faissal, com o qual iniciava seus programas: “Alô, alô, senhores aviadores que cruzam os céus do Brasil, aqui fala Jorge Veiga, da Rádio Nacional do Rio de Janeiro”.


Foram ao todo oito discos gravados na sua carreira: Café Soçaite (1956), Caricaturista do Samba (1958), Alô, Alô, Canta Jorge Veiga (1959), A Volta do Sambista (1961), De Leve (1971), Noel Rosa x Wilson Batista (1974), O Melhor de Jorge Veiga (1975) e O Eterno Jorge Veiga (1979). O LP “De Leve” foi gravado com Cyro Monteiro e o LP “Noel Rosa x Wilson Batista”, foi gravado com Roberto Paiva. Vale lembrar que Noel Rosa e Wilson Batista protagonizaram uma das maiores rivalidades na história da música brasileira, e ganharam esta homenagem póstuma de um dos maiores ícones do samba.

VISITA À RÁDIO NACIONAL, por Jannaina Costa e Mauro Barros


O Blog da Revista do Rádio visitou hoje a Rádio Nacional. Em breve você confere aqui uma entrevista com Gerdal dos Santos, trechos do programa "Onde canta o sabiá" - apresentado e produzido pelo próprio Gerdal -, fotos da Rádio e muito mais. Por enquanto, como aperitivo, fique com o áudio da nossa modesta participação.



Blog entrevista Gerdau dos Santos

Eu, Mauro Barros, e Jannaina Costa, dois dos autores do blog, estivemos na manhã deste sábado na Rádio Nacional (Khz 1130 AM), para entrevistar o grande Gerdal dos Santos, um dos maiores nomes da história do rádio no Brasil, que por diversas vezes esteve presente nas páginas da Revista do Rádio. Gerdal, que apresenta o programa Onde Canta o Sabiá todo sábado, das 8:00 às 11:00 H, lembrou de histórias das era do rádio e falou com muito carinho da saudosa publicação, nos revelou também alguns projetos da Rádio que tem feito um importante resgate da história do rádio em nosso país. Tudo será publicado ao longo desta semana aqui no Blog.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

"CHACRINHA MUSICAL". SIM, O VELHO GUERREIRO FOI COLUNISTA DA REVISTA DO RÁDIO, por Jannaina Costa



Abelardo Barbosa, o Chacrinha, é reconhecido atualmente pelos famosos programas de calouros que apresentou nas décadas de 50 a 70 - Discoteca do Chacrinha, a Buzina do Chacrinha e o Cassino do Chacrinha. Mas o que pouca gente sabe é que o autor de frases inesquecíveis como "Quem não se comunica, se trumbica" e "Terezinha, uuuuuhhh!" assinava uma coluna na Revista do Rádio chamada "Chacrinha Musical" na qual apresentava os 10 sucessos da semana. Além desse "top 10", Chacrinha também atuava como crítico musical, com recomendações para a discoteca pessoal do leitor e dando notícias sobre lançamentos e eventos musicais. Também havia o "quadro de honra" onde o colunista homenageava alguma personagem do meio em destaque.

A seguir vemos uma dessas colunas na edição 108 da revista:




Fonte da imagem: http://www.eradoradio.com.br/revistas/RR108_19511002_p08_chacrinha.jpg

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A REVISTA DO RÁDIO "DÁ (MAIS) PANO PRA MANGA", por Jannaina Costa


ARTIGO PUBLICADO EM CONGRESSO DE COMUNICAÇÃO ANALISA OS EDITORIAIS DA "REVISTA DO RÁDIO".


Dóris Fagunde Haussen e Camila Stefenon Bacchi (PUC-RS), em trabalho publicado no XXIV Congresso Brasileiro de Comunicação - INTERCOM (2001), analisam os editoriais da Revista do Rádio nos anos 50, comparando-os com seu conteúdo para verificar a coerência entre a proposta da direção da revista e o conteúdo efetivamente publicado e, também, a inserção da pulicação na então emergente indústria cultural brasileira.

O trabalho completo pode ser conferido em: