segunda-feira, 19 de setembro de 2011

“Radio Nacional – o Filme” tem hoje a sua pré-estreia no cine Odeon.


O filme conta a trajetória de sucesso da emissora que foi o maior veículo de comunicação do país, e certamente os fãs da nossa querida Revista do Rádio devem estar ansiosos para ver na telona momentos marcantes de seus grandes ídolos e descobrir segredos sobre os bastidores da rádio que ligou o país na “Era de Ouro” do nosso rádio.
Sinopse do filme:
A história da Rádio Nacional, desde sua criação, em setembro de 1936, até o ano de 1964, quando sofreu os impactos da intervenção militar no país. Uma história de glórias e traumas da emissora que, ao longo dos anos 1940 e 1950, foi o maior veículo de comunicação de massa do país. Roberto Carlos, Paulo Silvino, Chico Anísio, Boni, Cauby Peixoto, Paulo Gracindo Jr., Ziraldo, Cid Moreira, Luiz Mendes, Rodrigo Faour, Lula Vieira, entre outros artistas, radialistas, jornalistas e pesquisadores, revelam fatos dos bastidores e realçam o amplo significado da emissora.
O Blog da Revista do Rádio pretende conferir.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

As rainhas do rádio, em cartaz no Rio


As rainhas do rádio estão em cartaz, apaixonados pelas maiores cantoras da era de ouro do rádio podem reviver, matar saudades e certamente se emocionar com o musical: "Emilinha e Marlene – as rainhas do rádio", em cartaz no teatro Maison de France.
 espetáculo conta a história da vida das duas cantoras e dos tempos de ouro do rádio, e tem direção de Antônio de Bonis e texto de Thereza Falcão e Júlio Fischer
No elenco estão Solange Badin como Marlene e Vanessa Gerbelli como Emilinha, ao lado de Stella Maria Rodrigues, Ângela Rebello, Rosa Douat, Cristiano Gualda, Luiz Nicolau, Ettore Zuim, Mona Vilardo e Cilene Guedes. A direção musical é de Marcelo Alonso Neves, os figurinos são de Rosa Magalhães, a luz de Maneco Quinderé e o cenário de Sergio Marimba. A pianista Cristina Bhering rege ao vivo uma orquestra de seis músicos composta pelos músicos Affonso Neto (bateria), Clay Protásio (baixo), Jonas Corrêa (trombone), Eduardo Santana (trumpete) e Gabriel Gabriel (saxofone). 
O Blog da Revista do Rádio vai conferir e conta mais aqui.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Livro sobre edição de revistas lembra a célebre Revista do Rádio (contribuição de PC Guimarães)

A jornalista Fátima Ali lançou no fim do ano passado o livro "A Arte de Editar Revistas", que pretende ser um guia prático e completo, com o passo-a-passo para o desenvolvimento do conceito e do design, a edição de matérias e do texto e até a administração de uma redação. Na obra, a editora abrange desde detalhes sobre como fazer uma boa entrevista até como foram criados os modelos de revistas seguidos até hoje; as maiores e mais bem-sucedidas revistas do mundo que se destacaram em meio a milhares de outras e conseguiram permanecer no topo, e os porquês desse sucesso; a história das revistas desde seu surgimento no século XVII, fartamente ilustrada e inédita no Brasil.

A Revista do Rádio, claro, foi uma das publicações destacadas por Fátima, que a descreveu como "Uma revista célebre" da era de ouro do rádio brasileiro, marcada por retratar histórias memoráveis, como a "briga" entre Marlene e Emilinha, e por colunas famosas como "Mexericos da Candinha".

Confira:



Mais sobre a autora: Ela é a fundadora da “Nova“, revista símbolo da liberação sexual da mulher brasileira. Também dirigiu a “Setenta“, revista de moda bem moderna da época, a primeira a publicar um editorial com modelos negros. Chegou a ser vice-presidente do Grupo Abril e a primeira diretora da MTV Brasil.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Entrevista com Rodrigo Faour


Uma das entrevistas mais aguardadas deste blog e com o autor do livro que inspirou a criação do blog da Revista do Rádio, Rodrigo Faour. O jornalista, apresentador, crítico musical e produtor conversou com a equipe do blog e em um papo que fala sobre música, cantores da época e toda a atmosfera do rádio, Rodrigo despejou toda o seu conhecimento.

Confira a entrevista.







sábado, 3 de abril de 2010

NOVO LIVRO SOBRE AS CANTORAS DO RÁDIO

Deu no Correio Braziliense de 23.03.2010:


Professora Maria Luisa Rinaldi lança pesquisa sobre as cantoras da época áurea do rádio

Publicação: 23/03/2010 20:21

Radialista por 10 anos, Maria Luisa Rinaldi Hupfer foi descobrir a história do rádio e o importante papel de suas rainhas somente anos depois, quando abandonou a carreira de repórter para se dedicar à família. “O tempo já não estava mais a meu favor e tive que optar por algo que me possibilitasse estar mais próxima de meus filhos”, lembra a jornalista. Diante de dilema tão comum na vida de mulheres trabalhadoras do novo século, Malu, como gosta de ser chamada, embarcou na mais nova aventura de sua vida. Voltou aos estudos acadêmicos, dessa vez como professora, e lá descobriu o gosto pelas aulas e pela pesquisa científica, tema, inclusive, de um antigo programa de rádio em que trabalhou.

Foram cerca de seis anos de garimpo para concretizar o que viria a ser o livro As rainhas do Rádio — Símbolos da nascente indústria cultural brasileira. Viria a ser porque, a princípio, a ideia da autora era, apenas e tão somente, apresentar o trabalho como dissertação de mestrado. O modo coloquial, simples e direto de escrever, características assimiladas da profissão de jornalista de rádio, era motivo de receio ante a banca examinadora. Esta, no entanto, se surpreendeu e causou mais surpresa ainda à mestranda, pois o texto foi muito elogiado. “Deles veio a sugestão para publicar um livro com o material”, conta Hupfer.

A publicação, recém-lançada pela Senac Editora, chega às livrarias trazendo um apanhado das 10 rainhas do rádio, suas histórias e as histórias dos concursos, entre as décadas de 1940 e 1950. Tudo associado ao processo de nascimento da indústria cultural brasileira, que, com o auxílio do veículo e das musas representadas por Emilinha Borba e Marlene, entre outras, propiciou o aumento do consumo em massa. A autora destaca o papel formador de opinião que as cantoras exerciam sobre o público radiouvinte e a população como um todo. “Naquela época, os concursos movimentavam o país e o rádio era o veículo propagador. Ele tinha o mesmo papel que a televisão exerce atualmente e alcançava quase 90% do território nacional”, explica a escritora. “Hoje, não há nenhum veículo de comunicação que crie um movimento como aquele”, afirma. “Não há uma cantora atual com quem eu possa comparar o sucesso que Emilinha conseguiu com os brasileiros.”

Uma vez eleita, a rainha circulava por vários pólos da mídia: pela publicidade, pelo cinema, pela imprensa, pelo rádio. Enquanto produto, ela se transformava num bem cultural e transitava por todos esses polos, alimentando-os.

Maria Luisa utilizou, como material de pesquisa para a elaboração do trabalho, entrevistas com integrantes de fã- clubes das rainhas e com as próprias cantoras, algumas ainda vivas, bem como vasculhou material de 10 anos da Revista do Rádio, base do projeto e uma das mais importantes publicações especializadas do período, além das revistas Carioca e Radiolândia. O jornalista Heródoto Barbeiro assina o texto de orelha e o prefácio é de Sérgio Cabral.

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AS RAINHAS DO RÁDIO — SÍMBOLOS DA NASCENTE INDÚSTRIA CULTURAL BRASILEIRA

Maria Luisa Rinaldi Hupfer. Editora: Senac Editora.
Preço: R$ 60. Páginas: 232

VICENTE CELESTINO: A VOZ ORGULHO DO BRASIL

Ontem tive a oportunidade de conferir o musical "Vicente Celestino: a voz orgulho do Brasil" em cartaz no SESC GINÁSTICO no Rio de Janeiro. O teatro musicado, como preferem nomear os produtores, conta os melhores momentos da carreira desse grande intérprete com a mais longa carreira ininterrupta da história da música brasileira.

Com um elenco de primeira, o espetáculo é uma ótima oportunidade para os fãs relembrarem a trajetória artística do cantor, que também chegou a atuar em produções cinematográficas. Para os que só haviam ouvido falar, como eu, foi uma aula de historia da música, já que além de contar a vida e obra de Vicente Celestino são feitas várias referências a cantores famosos da época e a outros que ganhavam os palcos no final dos anos 60, como Caetano Veloso e Gilberto Gil, com quem Celestino chegou a se apresentar pouco antes de morrer.

Mesmo para aqueles que não acompanharam sua carreira, o espetáculo vale pela qualidade tanto de representação como de interpretação musical. O ator Alexandre Schumacher tem uma apresentação impecável e, agora que conheço mais um pouco do cantor - porque logo que cheguei em casa fui conferir vídeos dele na internet -, posso afirmar que foi uma escolha acertada.

Fica a dica para quem se interessa pelo tema bem como para os amantes do bom teatro e de música de qualidade.



Outras informações em: http://www.sescrio.org.br/

quarta-feira, 31 de março de 2010

HISTÓRIAS CARIOCAS

A Revista Veja Rio desta semana, na coluna Histórias Cariocas, a mesma que noticiou a estreia do nosso blog, fala sobre o disputadíssimo concurso para Rainha do Rádio promovido nos anos 40 e 50, cujo cupom para votação vinha na Revista do Rádio. Esse concurso deu origem a uma das maiores rivalidades da MPB entre Marlene e Emilinha Borba, dividindo os fãs das cantoras do rádio entre Marlenistas e Emilinistas, que até os dias de hoje, mesmo depois da morte de Emilinha, continuam disputando quem das duas foi a melhor.





Revista Veja Rio 30.03.2010

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Casal da "Era de Ouro do Rádio" é homenageado pela Banda da Sá Ferreira

Daisy Lúcidi e Luis Mendes, estrelas eternas do rádio, desde a "Era de Ouro", serão os grandes homenageados neste carnaval pela Banda Da Sá Ferreira.
Juntos há mais de sessenta anos, Daisy e Luis, que ainda hoje são presença marcante no rádio, moram em Copacabana e são padrinhos da tradicional banda carnavalesca do bairro, que presta este ano a merecida homenagem ao casal.
Os dois eram figurinhas carimbadas na Revista do Rádio e já foram notícia aqui também no blog, que inclusive já entrevistou a simpatissíssima Daisy Lúcidi nos estúdios da Rádio Nacional.

(foto Blog do Ruy Jobim)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O CARNAVAL NA REVISTA DO RÁDIO - PARTE I

  

O duelo de Marchinhas


Os anos 50 e 60 foram marcados não apenas pelo auge do Rádio e da Revista do Rádio, mas também pelo apogeu de um gênero musical bastante popular que conquistou primeiramente o Rio de Janeiro e depois todo o país: a Marcha de Carnaval. Apesar de, atualmente, constituir uma marca da música brasileira, a Marchinha foi importada das Marchas populares portuguesas, partilhando com elas o compasso binário das marchas militares, embora mais acelerado, daí o nome atribuído ao estilo musical.

Aproveitando o sucesso das Marchinhas, a Revista do Rádio promovia duelos entre compositores.  O escritor Victor Kingma, em seu livro de "causos" - A oficina do Tião Sapateiro -, lembra das horas passadas lendo a revista e acompanhando as composições que, geralmente, exaltavam a beleza feminina. Se em uma edição se enaltecia as morenas:

 Linda morena, morena,
morena que me faz sonhar...
A lua cheia, que tanto brilha,
não brilha tanto quanto o teu olhar." (Lamartine Babo)

Logo vinha a réplica:

"Lourinha... Lourinha...
dos olhos claros de cristal...
desta vez em vez da moreninha,
serás a rainha do meu carnaval." (Sílvio Caldas)


Tinha ainda a exaltação à mulata:

"O teu cabelo não nega, mulata,
porque és mulata na cor...
Mas como a cor não pega, mulata
mulata quero teu amor." (
Lamartine Babo-Irmãos Valença)

 
E você pensava que tinha sido uma ideia original do "Fantástico"?


terça-feira, 12 de janeiro de 2010

ALGUMAS DAS INÚMERAS CAPAS DA REVISTA DO RÁDIO ESTAMPADAS POR DALVA DE OLIVEIRA



Nas capas abaixo, Dalva de Oliveira aparece ao lado da cantora Emilinha Borba e com o famoso animador de auditório Manoel Barcelos. No centro, coroada de Rainha do Rádio, título que recebeu em 1951.
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

RESENHA SOBRE "DALVA E HERIVELTO" NO BLOG DO RÁDIO CARIOCA

" (...) acredito que esta microssérie fora uma grande homenagem ao veículo RÁDIO, para o veículo não caia no ostracismo." (Isabela Guedes)

A jornalista e blogueira Isabela Guedes publicou em seu blog, no último sábado (09.01), um ótimo post sobre a minissérie "Dalva e Herivelto" exibida na semana passada na Rede Globo. Para Isabela, além de ter sido um retrato de uma época romântica, austera e machista e da efevercência cultural da então Capital Federal Rio de Janeiro, a produção global foi uma grande homenagem ao Rádio, contribuindo para que mais pessoas conheçam a história desse importantíssimo veículo de comunicação.

Vale a pena conferir esse e outros posts: http://blogdoradiocarioca.blogspot.com

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

MEXERICO DO DIA



Conta-se que, apesar do sucesso, Dalva de Oliveira continuou uma mulher simples preenchendo fielmente as tarefas domésticas. Nas festas depois dos grandes shows, fazia macarronada para um batalhão de convidados. No auge da carreira, uma equipe da Revista do Rádio foi entrevistá-la a encontrou lavando as escadas de sua casa.




segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

FIGURINO DA MINISSÉRIE DALVA E HERIVELTO FOI RECONSTITUÍDO A PARTIR DA REVISTA DO RÁDIO




Muito já se falou aqui no Blog sobre o valor da Revista do Rádio como documento da sociedade brasileira dos anos 50 a 70. Uma grande prova disso é a minissérie de Maria Adelaide Amaral que estreia hoje na Globo - Dalva e Herivelto: uma canção de amor... e ódio, - cuja produção de figurino foi totalmente inspirada na moda da época retratada na publicação, segundo conta a figurinista Marília Carneiro em entrevista no site oficial da minissérie.

Mas não foi apenas para a recontituição dos modelitos que a
Revista do Rádio foi útil para a produção global; a publicação também oferece registros da conturbada relação amorosa entre o casal, os quais, apesar de claramente ao lado de Dalva, conseguiam não ser ofensivos com seu marido, conforme destaca Rui Castro.

Ao longo desta semana, enquanto está no ar a minissérie, vamos postar algumas curiosidades sobre o casal e algumas matérias sobre essa relação publicadas na
Revista do Rádio. Enquanto isso, fiquem com um pouco do Trio de Ouro em que cantava Dalva de Oliveira, Herivelto Martins e Nilo Chagas:




terça-feira, 29 de dezembro de 2009

REVISTA DO RÁDIO É FONTE DE PESQUISA SOBRE PUBLICIDADE DOS ANOS 50

A Ecos Revista, periódico da Escola de Comunicação Social da Universidade Católica de Pelotas que se destina à publicação de trabalhos acadêmicos de investigação ligados às áreas das Ciências Humanas e Sociais, publicou um artigo sobre a publicidade dos anos 50 através da análise da Revista do Rádio. O artigo assinado por Doris Fagundes Haoussen e Camila Stefenon Bacchi está disponível no volume 5 (Julho - Dezembro de 2001) da publicação.

Confira o resumo do artigo:

A Revista do Rádio e a publicidade nos anos 50
Doris Fagundes Hauossen
Camila Stefenon Bacchi

A Revista do Rádio , um seminário dedicado a temas relativos ao veículo, foi criada por Anselmo Domingos, em 1948, no Rio de Janeiro. E a data não foi uma casualidade. Primeiro porque o rádio vivia o seu apogeu e, segundo, porque a indústria cultural tomava forma no país.

O mercado de publicações ampliava-se com o aumento do número de jornais, revistas e livros, e vários indicadores demonstravam o crescimento do setor: a tiragem, a importação de papel e, a partir de 1947, a implantação de grupos nacionais na produção de papel, como a Klabin (Ortiz, 1988). À época, a revista O Cruzeiro possuia uma tiragem de 300 mil exemplares, atingindo, 4 anos depois, 550 mil exemplares. Na esteira do sucesso das rádio-novelas surgem as revistas sobre o veículo: Revista do Rádio , 1948, e Radiolândia , 1952, bem como as de fotonovelas: Grande Hotel , 1951, e Capricho , 1952.


Para saber onde encontrar a revista acesse http://www.ucpel.tche.br/ecosrevista/publicacoes.php?ler=14

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

E o Blog da Revista do Rádio continua chamando atenção!

O Blog da Revista do Rádio ganhou outras indicações na web. Desta vez nosso release foi publicado nos guias online "Seu vizinho" e "Santana na Rede". Confira:




quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

CAPAS DE NATAL DA REVISTA DO RÁDIO


NESTE NATAL, VAMOS LEMBRAR ALGUMAS DAS CAPAS ESPECIAIS QUE A REVISTA DO RÁDIO FEZ PARA CELEBRAR ESTA DATA. TAMBÉM POSTAMOS UMA MATÉRIA COM O NATAL EM FAMÍLIA DA CANTORA EMILINHA BORBA:




UMA OBSERVAÇÃO: REPAREM QUE TODAS AS FOTOS PARECEM SER NA MESMA ÁRVORE...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O PRECINHO POPULAR DA REVISTA DO RÁDIO, por Jannaina Costa


A Revista do Rádio foi planejada para ser popular, desde o tipo de papel com que era confeccionada à abordagem das matérias. E nada como garantir um precinho baixo para arrebatar fiéis leitores. A revista mais popular dos Anos de Ouro do Rádio Brasileiro entrou no mercado - em 1948 - custando apenas 3 Cruzeiros. Para se ter uma noção do que se comprava com esse valor na época, bem no estilo Revista do Rádio, sabe-se que era o mesmo valor de um porta documentos de plástico vendido no camelô de Sílvio Santos.

Segundo o consultor financeiro Paulo Veiga, da Mercatto Investimentos, reajustando o valor da publicação a partir do IPC (Índice de preços ao consumidor) de 1948 para nossa moeda atual, a Revista do Rádio custaria cerca de R$ 2,50, preço bastante semelhante às atuais revistas populares no mesmo gênero, como Tititi e Conta Mais.



terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Revista do Rádio consegue exclusiva com o Rei do Calypso Harry Belafonte e é elogiada por sua iniciativa em se especializar em assuntos de rádio

Para o grande público de rádio da década de 1950, ao contrário do que muita gente poderia imaginar, o nome Calypso, antes de remeter a banda da vocalista Joelma e seu parceiro Chimbinha, já fazia referência ao americano Harry Belafonte, um dos maiores nomes do “showbusiness” internacional daquela época. Nesta ocasião, a Revista do Rádio demonstrou ousadia ao conseguir uma entrevista exclusiva com Belafonte, pelo fato do mesmo vir ocupando, por algum tempo, todas as paradas de sucesso no Brasil.

A equipe de reportagem descobriu que Belafonte, o então Rei do Calypso, havia operado a vista para corrigir um defeito que apresentava desde criança. Na entrevista, ele atribuiu seu enorme sucesso à herança deixada pela música de povos simples das Antilhas que teriam sido adaptadas para que fossem compreendidas e admiradas por todos.

Belafonte agradeceu pelo carinho dispensado pelos fãs brasileiros e manifestou sua vontade de visitar o Brasil, revelando, inclusive, uma proposta de Mr. Oscar Orenstein, do Copacabana Palace para realizar uma temporada no Rio. Ele ainda elogiou o fato da Revista do Rádio existir, no Brasil, como um órgão especializado em assuntos de Rádio, contando com uma tiragem significativa e apresentando um público cativo pelos serviços prestados. Na fase final da entrevista, o Rei do Calypso ainda fez a solicitação de um exemplar contendo sua participação como entrevistado para guardar com carinho em sua coleção particular.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

UMA REVISTA À FRENTE DO SEU TEMPO: MATÉRIAS SOBRE TEMAS TABUS ERAM FREQUENTES NA REVISTA DO RÁDIO

A Revista do Rádio foi pioneira em muitos aspectos, entre eles em abordar assuntos ainda tabus para a época, como as crises conjugais e divórcios entre os artistas do rádio . Cabe aqui lembrar que, durante o período de circulação da revista, ainda não havia no Brasil a Lei do Divórcio, promulgada em dezembro de 1977, e a separação, principalmente para as mulheres, implicava em ser mal vista pela sociedade.

Se o próprio tema já era polêmico, imaginem a repercussão que não teve a matéria intitulada
"A cantora bateu no marido" (RR 440, 11/05/1957) , quando a Revista do Rádio levou à tona os detalhes de um dos divórcios mais famosos dos anos 50, do casal Ima Sumac - cantora peruana considerada a de maior popularidade em todo o mundo - e o maestro Moisés Vivanco.

Na matéria, a Revista conta que, depois de surpreender o marido com outra mulher- nada mais nada menos, que sua própria secretária, amiga e confidente - e de ser ameaçada de ter o filho levado para outro país pelo marido, Iva deu uma surra nele, ajudada pelos detetives particulares que havia contratado, cujos gritos acordaram um quarteirão inteiro de Hollywood. Segundo declarou a cantora, ela dera um exemplo do amor peruano.

Confira a matéria completa, que documenta um período de início da emancipação das mulheres em busca de seus direitos e da garantia de sua dignidade:



Conheça um pouco mais de Ima Sumac:

Ima Sumac
era o nome artístico de Zoila Augusta Emperatriz Chavarri del Castillo, e significa "que linda flor" numa transliteração da língua quechua.
Ela foi uma das cantoras líricas mais bem notificadas e admiradas de todos os tempos. Com sua voz, era capaz de emitir notas agudíssimas que soavam como o canto dos pássaros e graves que iam abaixo das notas para um baixo.
Iva era peruana mas, como Carmen Miranda, alcançou o sucesso nos EUA, a ponto de seu nome figurar na desejada Calçada da Fama. Entretanto, a cantora não desprezava suas raízes andinas, dizendo ser descendente do imperador inca Atahualpa.
Ima morreu há um ano, em 04 de novembro de 2008, com 86 anos. Pouco antes, disse que queria ser lembrada como alguém que fez boa música e trouxe alegria ao público.


Veja um vídeo onde Ima canta a música folclórica peruana "Tumpa" (1954):


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Em mais uma polêmica edição, a Revista do Rádio não perdeu a chance para alfinetar: “Viúvo de Carmem Miranda esqueceu-a ... e casou-se de novo!”

A edição de número 435 da Revista do Rádio, publicada em 11 de Janeiro de 1958, trouxe à tona mais uma polêmica envolvendo o nome de David Sebastian, viúvo de Carmem Miranda. Ao melhor estilo “bem que a Revista do Rádio previa”, a publicação reportou que, mesmo depois de ter feito votos de viuvez perpétua, ele teria a esquecido muito rapidamente e se casado novamente com Carmem Cardillo, uma ex-amiga de Carmem Miranda também possuidora de um patrimônio de alguns milhões de dólares.

A Revista do Rádio já teria colocado o caráter de David à prova em edições anteriores quando havia divulgado, logo após a morte de Carmem Miranda, que o mesmo havia trazido para o Brasil alguns poucos pertences da artista para figurar em seu museu. Como se não bastasse, a publicação citou as vendas de relíquias de Carmem pelo seu próprio esposo. Na ocasião, o assunto teria desagradado aos familiares da artista que, segundo a revista, sempre teriam duvidado dos sentimentos de David por Carmem Miranda.