sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

MEXERICO DO DIA



Conta-se que, apesar do sucesso, Dalva de Oliveira continuou uma mulher simples preenchendo fielmente as tarefas domésticas. Nas festas depois dos grandes shows, fazia macarronada para um batalhão de convidados. No auge da carreira, uma equipe da Revista do Rádio foi entrevistá-la a encontrou lavando as escadas de sua casa.




segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

FIGURINO DA MINISSÉRIE DALVA E HERIVELTO FOI RECONSTITUÍDO A PARTIR DA REVISTA DO RÁDIO




Muito já se falou aqui no Blog sobre o valor da Revista do Rádio como documento da sociedade brasileira dos anos 50 a 70. Uma grande prova disso é a minissérie de Maria Adelaide Amaral que estreia hoje na Globo - Dalva e Herivelto: uma canção de amor... e ódio, - cuja produção de figurino foi totalmente inspirada na moda da época retratada na publicação, segundo conta a figurinista Marília Carneiro em entrevista no site oficial da minissérie.

Mas não foi apenas para a recontituição dos modelitos que a
Revista do Rádio foi útil para a produção global; a publicação também oferece registros da conturbada relação amorosa entre o casal, os quais, apesar de claramente ao lado de Dalva, conseguiam não ser ofensivos com seu marido, conforme destaca Rui Castro.

Ao longo desta semana, enquanto está no ar a minissérie, vamos postar algumas curiosidades sobre o casal e algumas matérias sobre essa relação publicadas na
Revista do Rádio. Enquanto isso, fiquem com um pouco do Trio de Ouro em que cantava Dalva de Oliveira, Herivelto Martins e Nilo Chagas:




terça-feira, 29 de dezembro de 2009

REVISTA DO RÁDIO É FONTE DE PESQUISA SOBRE PUBLICIDADE DOS ANOS 50

A Ecos Revista, periódico da Escola de Comunicação Social da Universidade Católica de Pelotas que se destina à publicação de trabalhos acadêmicos de investigação ligados às áreas das Ciências Humanas e Sociais, publicou um artigo sobre a publicidade dos anos 50 através da análise da Revista do Rádio. O artigo assinado por Doris Fagundes Haoussen e Camila Stefenon Bacchi está disponível no volume 5 (Julho - Dezembro de 2001) da publicação.

Confira o resumo do artigo:

A Revista do Rádio e a publicidade nos anos 50
Doris Fagundes Hauossen
Camila Stefenon Bacchi

A Revista do Rádio , um seminário dedicado a temas relativos ao veículo, foi criada por Anselmo Domingos, em 1948, no Rio de Janeiro. E a data não foi uma casualidade. Primeiro porque o rádio vivia o seu apogeu e, segundo, porque a indústria cultural tomava forma no país.

O mercado de publicações ampliava-se com o aumento do número de jornais, revistas e livros, e vários indicadores demonstravam o crescimento do setor: a tiragem, a importação de papel e, a partir de 1947, a implantação de grupos nacionais na produção de papel, como a Klabin (Ortiz, 1988). À época, a revista O Cruzeiro possuia uma tiragem de 300 mil exemplares, atingindo, 4 anos depois, 550 mil exemplares. Na esteira do sucesso das rádio-novelas surgem as revistas sobre o veículo: Revista do Rádio , 1948, e Radiolândia , 1952, bem como as de fotonovelas: Grande Hotel , 1951, e Capricho , 1952.


Para saber onde encontrar a revista acesse http://www.ucpel.tche.br/ecosrevista/publicacoes.php?ler=14

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

E o Blog da Revista do Rádio continua chamando atenção!

O Blog da Revista do Rádio ganhou outras indicações na web. Desta vez nosso release foi publicado nos guias online "Seu vizinho" e "Santana na Rede". Confira:




quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

CAPAS DE NATAL DA REVISTA DO RÁDIO


NESTE NATAL, VAMOS LEMBRAR ALGUMAS DAS CAPAS ESPECIAIS QUE A REVISTA DO RÁDIO FEZ PARA CELEBRAR ESTA DATA. TAMBÉM POSTAMOS UMA MATÉRIA COM O NATAL EM FAMÍLIA DA CANTORA EMILINHA BORBA:




UMA OBSERVAÇÃO: REPAREM QUE TODAS AS FOTOS PARECEM SER NA MESMA ÁRVORE...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O PRECINHO POPULAR DA REVISTA DO RÁDIO, por Jannaina Costa


A Revista do Rádio foi planejada para ser popular, desde o tipo de papel com que era confeccionada à abordagem das matérias. E nada como garantir um precinho baixo para arrebatar fiéis leitores. A revista mais popular dos Anos de Ouro do Rádio Brasileiro entrou no mercado - em 1948 - custando apenas 3 Cruzeiros. Para se ter uma noção do que se comprava com esse valor na época, bem no estilo Revista do Rádio, sabe-se que era o mesmo valor de um porta documentos de plástico vendido no camelô de Sílvio Santos.

Segundo o consultor financeiro Paulo Veiga, da Mercatto Investimentos, reajustando o valor da publicação a partir do IPC (Índice de preços ao consumidor) de 1948 para nossa moeda atual, a Revista do Rádio custaria cerca de R$ 2,50, preço bastante semelhante às atuais revistas populares no mesmo gênero, como Tititi e Conta Mais.



terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Revista do Rádio consegue exclusiva com o Rei do Calypso Harry Belafonte e é elogiada por sua iniciativa em se especializar em assuntos de rádio

Para o grande público de rádio da década de 1950, ao contrário do que muita gente poderia imaginar, o nome Calypso, antes de remeter a banda da vocalista Joelma e seu parceiro Chimbinha, já fazia referência ao americano Harry Belafonte, um dos maiores nomes do “showbusiness” internacional daquela época. Nesta ocasião, a Revista do Rádio demonstrou ousadia ao conseguir uma entrevista exclusiva com Belafonte, pelo fato do mesmo vir ocupando, por algum tempo, todas as paradas de sucesso no Brasil.

A equipe de reportagem descobriu que Belafonte, o então Rei do Calypso, havia operado a vista para corrigir um defeito que apresentava desde criança. Na entrevista, ele atribuiu seu enorme sucesso à herança deixada pela música de povos simples das Antilhas que teriam sido adaptadas para que fossem compreendidas e admiradas por todos.

Belafonte agradeceu pelo carinho dispensado pelos fãs brasileiros e manifestou sua vontade de visitar o Brasil, revelando, inclusive, uma proposta de Mr. Oscar Orenstein, do Copacabana Palace para realizar uma temporada no Rio. Ele ainda elogiou o fato da Revista do Rádio existir, no Brasil, como um órgão especializado em assuntos de Rádio, contando com uma tiragem significativa e apresentando um público cativo pelos serviços prestados. Na fase final da entrevista, o Rei do Calypso ainda fez a solicitação de um exemplar contendo sua participação como entrevistado para guardar com carinho em sua coleção particular.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

UMA REVISTA À FRENTE DO SEU TEMPO: MATÉRIAS SOBRE TEMAS TABUS ERAM FREQUENTES NA REVISTA DO RÁDIO

A Revista do Rádio foi pioneira em muitos aspectos, entre eles em abordar assuntos ainda tabus para a época, como as crises conjugais e divórcios entre os artistas do rádio . Cabe aqui lembrar que, durante o período de circulação da revista, ainda não havia no Brasil a Lei do Divórcio, promulgada em dezembro de 1977, e a separação, principalmente para as mulheres, implicava em ser mal vista pela sociedade.

Se o próprio tema já era polêmico, imaginem a repercussão que não teve a matéria intitulada
"A cantora bateu no marido" (RR 440, 11/05/1957) , quando a Revista do Rádio levou à tona os detalhes de um dos divórcios mais famosos dos anos 50, do casal Ima Sumac - cantora peruana considerada a de maior popularidade em todo o mundo - e o maestro Moisés Vivanco.

Na matéria, a Revista conta que, depois de surpreender o marido com outra mulher- nada mais nada menos, que sua própria secretária, amiga e confidente - e de ser ameaçada de ter o filho levado para outro país pelo marido, Iva deu uma surra nele, ajudada pelos detetives particulares que havia contratado, cujos gritos acordaram um quarteirão inteiro de Hollywood. Segundo declarou a cantora, ela dera um exemplo do amor peruano.

Confira a matéria completa, que documenta um período de início da emancipação das mulheres em busca de seus direitos e da garantia de sua dignidade:



Conheça um pouco mais de Ima Sumac:

Ima Sumac
era o nome artístico de Zoila Augusta Emperatriz Chavarri del Castillo, e significa "que linda flor" numa transliteração da língua quechua.
Ela foi uma das cantoras líricas mais bem notificadas e admiradas de todos os tempos. Com sua voz, era capaz de emitir notas agudíssimas que soavam como o canto dos pássaros e graves que iam abaixo das notas para um baixo.
Iva era peruana mas, como Carmen Miranda, alcançou o sucesso nos EUA, a ponto de seu nome figurar na desejada Calçada da Fama. Entretanto, a cantora não desprezava suas raízes andinas, dizendo ser descendente do imperador inca Atahualpa.
Ima morreu há um ano, em 04 de novembro de 2008, com 86 anos. Pouco antes, disse que queria ser lembrada como alguém que fez boa música e trouxe alegria ao público.


Veja um vídeo onde Ima canta a música folclórica peruana "Tumpa" (1954):


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Em mais uma polêmica edição, a Revista do Rádio não perdeu a chance para alfinetar: “Viúvo de Carmem Miranda esqueceu-a ... e casou-se de novo!”

A edição de número 435 da Revista do Rádio, publicada em 11 de Janeiro de 1958, trouxe à tona mais uma polêmica envolvendo o nome de David Sebastian, viúvo de Carmem Miranda. Ao melhor estilo “bem que a Revista do Rádio previa”, a publicação reportou que, mesmo depois de ter feito votos de viuvez perpétua, ele teria a esquecido muito rapidamente e se casado novamente com Carmem Cardillo, uma ex-amiga de Carmem Miranda também possuidora de um patrimônio de alguns milhões de dólares.

A Revista do Rádio já teria colocado o caráter de David à prova em edições anteriores quando havia divulgado, logo após a morte de Carmem Miranda, que o mesmo havia trazido para o Brasil alguns poucos pertences da artista para figurar em seu museu. Como se não bastasse, a publicação citou as vendas de relíquias de Carmem pelo seu próprio esposo. Na ocasião, o assunto teria desagradado aos familiares da artista que, segundo a revista, sempre teriam duvidado dos sentimentos de David por Carmem Miranda.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

ENQUETE ENCERRADA: QUAL O VERDADEIRO NOME DA CANTORA MARLENE?

Nossos visitantes acertaram, o verdeiro nome da cantora Marlene é Victória Bonaiutti De Martino. O nome Marlene foi escolhido em homenagem a atriz alemã Marlene Dietrich e foi uma estratégia da então estreante cantora, em 1940, para ingressar no mundo artístico sem ter sua verdadeira identidade revelada. Assim, escondida de sua família, que por razões religiosas e sociais vigente na época desaprovava sua carreira, Marlene começou a cantar na Rádio Tupi de São Paulo.

Em 1943, Marlene já estava no Rio de Janeiro, cantando no Cassino Icaraí em Niterói. Depois do fechamento dos cassinos em 1946, a cantora passou por diversos palcos, entre eles a Boate Casablanca, o Copacabana Palace e as Rádios Mayrink Veiga e Globo. Porém, a consagração de Marlene veio a partir de sua aparição no Programa César de Alencar, um dos maiores programas do rádio brasileiro, levado ao ar pela Rádio Nacional
(na foto abaixo, Emilinha Borba e Marlene dividem o palco da Rádio com César de Alencar).


No início, nos anos de 1947 e 1948, como nunca escondeu o próprio César de Alencar, Marlene foi a maneira encontrada pelo apresentador para cobrir as frequentes ausências da cantora Emilinha Borba nas tardes de sábado. Segundo César de Alencar, em sua biografia escrita pelo jornalista Jonas Vieira, Marlene tinha a mesma empatia com o público e reunia todos os requisitos para se tornar uma estrela, portanto apenas ela era capaz de substituir à altura Emilinha.

Marlene ainda lembra a roupa que usava em sua primeira aparição no Programa que a consagrou: "Lembro que estava vestida com uma saia marrom, uma blusa verde muito bonita e uma boina", conta ao jornalista Jonas Vieira.

Em três meses cantando no Programa César de Alencar - segundo o apresentador, sem receber cachê algum - aquela que "cantava e dançava diferente" conquistou prestígio e seu próprio público, deixando de ser a substituta de Emilinha para se tornar uma glória nacional.



O grito de "É a maior":
Por onde quer que passe, a cantora Marlene é ovacionada pelos fãs com o grito de "É a maior", inventado e gritado pela primeira vez por Regina Silva, uma grande passista brasileira integrantes de diversos conjuntos, entre os quais o Conjunto Brasiliana. Ela emitiu o grito que se tornaria o símbolo da cantora, na ocasião da viagem de Marlene à Europa para se apresentar no teatro Olympia, em 1958, no dia de sua despedida. Segundo a cantora, todos ficaram paralisados, nunca se havia escutado um grito como aquele.


Marlene, por Cravo Albin:






Fonte: VIEIRA, Jonas
. César de Alencar
: a voz que abalou o rádio. Editora Valda
, 1993.